quarta-feira, 24 de agosto de 2011

NOVOS CAMINHOS DE SEMPRE...

Bom dia amores...
Sei que já falei um pouco sobre desistência, derrotismo, dançar sem sentir, mas nunca e demais repisar certas idéias.
Isso porque chega realmente uma fase de nossas vidas de bailarinas que nos sentimos um pouco perdidas.
Aquilo que para nós era uma "verdade absoluta" já não é mais e temos que reanalisar nossos atos e pensamentos para encontrar qual é realmente o melhor caminho a seguir.
É o que sempre digo para minhas alunas crianças e adolescentes. Crescer não é fácil.
Tomar decisões na vida não é fácil. O seu futuro depende diretamente de suas decisões e isso nos amedronta.
Mas, como já disse e repito, para o bem do nosso crescimento algumas palavras devem deixar de existir no nosso dicionário pessoal.
MEDO é uma delas. Por que o MEDO te impede de fazer aquilo que poderia te desevolver profissionalmente e pessoalmente.
Quando eu digo MEDO, é MEDO DA DERROTA.
É MEDO de fazer alguma coisa já achando que não vai conseguir.
Esse MEDO que nos faz tanto mal.
DESISTIR é outra dessas palavras.
Por que a VITÓRIA só chega depois da PERSISTÊNCIA e não depois da DESISTÊNCIA.
É PERSISTINDO que vencemos todas as barreiras e limites.
Quando DESISITIMOS deixamos de fazer o que poderia ser o mais importante para o nosso desenvolvimento pessoal e profissional.
Na nossa caminhada da vida sempre vamos encontrar pedras, que estão lá exatamente para testar a nossa PERSISTÊNCIA.
Se conseguimos vencer essa pedra, ultrapassando-a, a VITÓRIA está logo na nossa frente.
Mas se ao olharmos para a pedra, viramos as costas e DESISTIMOS, deixamos de VENCER.
Por isso meninas, sempre que se sentirem desestimuladas, com idéias derrotistas, desanimadas com a dança de alguma forma, se lembrem que isso é apenas uma pedra a ser ultrapassada e que persistindo você vencerá.
Não desista da dança apenas porque apareceu uma pedra.
Não desista da dança porque as coisas não sairam bem como você gostaria.
Se não sairam como você gostaria, é porque seu caminho é outro, mas com a dança, e não sem ela.
Até porque, uma vez que a dança entrou no seu sangue, nunca mais sairá, e você sempre sentirá aquela vontade de dançar de novo.
Se você desistir, sempre vai pensar "E se eu não tivesse desistido? Poderia estar dançando e tendo o prazer maravilhoso de dançar, que não tenho mais..."
Então meninas, NÃO DESISTAM JAMAIS.
Repensem tudo que vem lhes acontecendo mas NÃO DESISTAM DA DANÇA.
Sei que muitas param por não terem mais tempo, por uma força maior e essas sempre voltam para dança assim que conseguem se organizar em relação a tempo.
Ou seja, essas não param de verdade, porque no seu íntimo elas continuam dançando e dizendo para si mesmas: "Um dia eu vou voltar a dançar de novo.".
Esse texto é para as que DESISTEM mesmo tendo todas as condições de CONTINUAR.
E digo isso porque amo vocês todas meninas... Meninas flores da dança do ventre...
Bjus mil e até amanhã.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Amar os inimigos

Boa tarde amoresssssssssss...
As vezes encontro textos tão perfeitos que acho desnecessário que eu escreva sobre o tema.
Hoje recebi esse texto maravilhoso, que fala sobre um tema complicado e relacionado a convivência.
Por isso deixo de lado os temas relacionados a dança para postar como nota do dia esses ensinamentos para a vida.
Aproveitem, leiam e sintam-se abençoados:
"Será possível estender o amor até mesmo aos inimigos? Este sentimento sublime, que nos torna doces para com o amigo, que nos permite sentirmos felicidade com sua simples presença, será possível de ser direcionado aos inimigos?
O amor é uma atitude interior que se expande como acontece com o ar, que a tudo e a todos vitaliza.Em se falando dos criminosos, a Lei de caridade diz que devemos ter para com eles compaixão.
Será possível nos compadecermos por alguém que nos tirou a paz, retirando do nosso lado o esposo amado, matando-o em um momento de loucura?
Será possível amar alguém que nos usurpou os bens, enganando-nos e nos deixando na quase miséria?
Analisando a questão dos que nos fazem mal, é sempre oportuno recordar que o criminoso é um doente e em si mesmo já muito infeliz.
Além disso, temos que considerar fatores sociais, econômicos e emocionais que conduzem à alucinação, ao crime e a delinquência.
Punir tais criaturas é reagir com ódio. Cobrar o erro com a vingança é ser pior do que o criminoso. O juiz, que dita sentenças em nome da sociedade, graças aos conhecimentos que possui, deve ser sadio emocionalmente e equilibrado nas suas decisões, a fim de ser melhor do que o criminoso.
O ódio é vingador e a vingança expressa primitivismo do homem. Portanto, não é justiça.
A técnica do amor receita para o delinquente a terapia do afastamento temporário da sociedade, exatamente como um enfermo portador de doença contagiosa.
Precisa ser tratado, para se reintegrar à sociedade dos sadios, depois.
O amor reabilita moralmente o caído, oferecendo-lhe recursos para a recuperação. Permitir que o criminoso repare os males praticados com ações dignas e compensadoras, eis a chave mestra da renovação do mundo.
Matar o assassino não devolve a vida à vítima, nem diminui a saudade de quem lamenta a ausência do amado. Amputar os dedos ou as mãos do ladrão não devolve o furto ao seu dono, que continua lesado.
Arrancar a língua do caluniador não repara os males que a acusação falsa já espalhou pelo mundo...
Quando o amor penetrar o íntimo dos homens, o ódio, que é doença do egoísmo, cederá lugar à fraternidade e à compreensão.
Por isso mesmo é que Jesus alertou: Ouvistes o que foi dito aos antigos: amarás o teu próximo e aborrecerás o teu inimigo. Eu porém vos digo: amai os vossos inimigos, orai pelos que vos perseguem e caluniam para que vos torneis filhos de Deus sobre a Terra.
Se amardes somente aos que vos amam, que recompensa tereis? Não fazem assim também os criminosos entre si e todos os homens de má vida?

* * *

O amor, em qualquer expressão, é a presença do Pai Criador sustentando a vida e dignificando as Suas criaturas.
Um dia, Ele haverá de triunfar sobre todas as circunstâncias e regerá todas as vidas.
Ao estabelecer a Lei de amor aos adversários, Jesus instaurou a era da misericórdia, que haveria de preceder a do amor real.
Ele mesmo viveu durante todo o Seu ministério a Lei do amor e por ela deu a vida."
Lindo neh gente...
Bjus no coração...

Ah, esse texto é do site Momentos de Reflexão: www.reflexao.com.br

domingo, 21 de agosto de 2011

Belly Dance...: Música árabe.

Belly Dance...: Música árabe.: Há basicamente cinco estilos diferentes de música árabe para a dança do ventre: músicas modernas, músicas folclóricas, músicas clássic...

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

DANÇAR E SENTIR

Boa tarde meus amores.
Minha amiga Mariaisha me deu a idéia de escrever hoje sobre dançar e sentir.
Ou seja, estar presente de corpo e alma quando se dança.
Isso realmente é algo que vem se perdendo com o passar dos anos.
Quando observamos bailarinas antigas como Samya Gamal, Naema Akef, Tahia Carioca, vemos mulheres que dançavam plenamente.
Não tinham as mil técnicas que temos hoje. Se adaptavam como podiam as mudanças.
Mas jamais perdiam sua essência.
Quando dançavam, era como se a mais linda estrela tivesse descido dos céus para iluminar as pessoas que as assistiam.
Dessa plenitude na dança que sentimos muita falta.
Esse sentir, que é como se você bailarina, fosse a pessoa mais maravilhosa e iluminada do mundo, se vê muito pouco.
Lógico que temos trabalhos primorosos como da Aysha Almeé, Lulu Sabongi, Randa Kamel e outras.
E temos mulheres comuns, alunas de sala de aula, que dançam com a alma presente, sentindo prazer no que está fazendo.
Mas muitas vemos dançar como se a dança fosse uma "qualquer coisa".
Muitas vemos dançar como se estivessem ali apenas para cumprir um protocolo, sem sentir o prazer maravilhoso que é dançar.
Por isso meninas, sintam como seu corpo e sua alma são belos ao dançar.
Sinta como dançar é maravilhoso e te faz tão bem.
Quando pisar num palco ou um espaço para dançar para as pessoas, pense: "Eu sou parte da luz divina de Deus e venho aqui para iluminar cada vez mais a minha vida e a de vocês"
Esteja presente na sua dança, por inteiro.
Corpo e alma.
Beijos mil amores do meu coração.
Até mais.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

GORDINHAS NA DANÇA DO VENTRE

Bom dia meus queridos.
Esses dias tem sido muito corridos para mim. Por isso venho escrever apenas hoje.
O tema de hoje é muito controverso e discutido entre as bailarinas, porque o preconceito ainda é muito grande.
Na verdade isso acontece no mundo da dança como um todo e não apenas na dança do ventre.
Mas falando da arte que praticamos, as pessoas tem que entender que ela difere e muito das demais danças, como ballet clássico por exemplo.
É uma dança que representa um povo e seus costumes. Mesmo a dança do ventre mais moderna, conserva essa origem.
Somando a isso, devemos pensar que a dança do ventre feminina é feita com vários intuitos.
O que na minha opinião é o principal deles é o trabalho de elevação da autoestima da mulher.
Ou seja, fazer com que as mulheres entendam que são belas, mesmo sendo gordas ou magras, altas ou baixas e etc.
Assim, nenhuma de nós gordinhas devemos nos sentir atingidas por comentários desagradáveis, porque na grande maioria das vezes, são comentários proferidos por pessoas que desconhecem a dança do ventre e seus fundamentos.
Na grande maioria das vezes são comentários de mulheres que na verdade queriam estar no palco em nosso lugar e não tem coragem para isso por terem a autoestima baixa.
Assim, essas pobres almas proferem comentários maldosos, na tentativa de que nos igualar a elas.
Por isso meninas, vamos fazer o contrário, quanto mais nós damos importância a tais comentários infelizes, mais alimentamos essas idéias infelizes.
Então ignorem. Um dia essas tristes pessoas vão perceber o quanto estão erradas em seus pré conceitos.
Ai vocês me perguntam: "E quando o comentário vem de uma professora famosa ou experiente?"
Ai eu lhe digo, muitas pessoas ou trabalham a dança como um material que deve ser vendido, e como o publico muitas vezes pede uma bailarina magra é isso que eles tem que vender.
Outros pregam que a bailarina deve cuidar de sua saúde e por isso não pode ser gorda.
Em relação a esses eu concordo. Por questão de saúde devemos emagrecer sim.
Mas não por estética. Não para agradar os outros. Não por causa da opinião pública.
A dança é e deve ser para todas as mulheres, sem distinção de cor, altura, peso, idade e etc.
Ai você me diz: "Você esta defendendo as gordinhas porque é gordinha."
Sim, defendo porque sou gordinha, mas mesmo que não fosse eu continuaria defendendo porque os fundamentos da dança do ventre não mudariam só pelo fato de eu ser ou não gorda.
A dança do ventre é para todas as mulheres.
Certo lindas.
Amo vocês.
Bjus mil e até mais.
Certo flores.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

FOI LÁ, FEZ TUDO, LEU O LIVRO, VIU O FILME E COMPROU A CAMISETA? part3

Bom dia queridos...
Segue o final do artigo do Hossan Ramzy sobre interpretação na dança do ventre.
E vamos estudar pessoas.
Lembrando que estes textos foram obtidos no site: http://adina1985.multiply.com/journal/item/4
"REGRAS PARA DANÇAR UM SOLO DE UM ÚNICO INSTRUMENTO
Nay:
Use sempre moviemntos fluidos de braços, desenhos de 8, e também cuide da famosa expressão espiritual da face. Mantenha em mente se está ou não tocado fluidamente ou ritmicamente, ou sem ritmo, e os acentos musicais do solo, bem como qualquer pergunta e resposta entre a Nay e a orquestra.
Quanoon:Shimmy, shimmy, shimmy, mas sempre preste muita atenção ao ritmo e aos acentos musicais do solo, bem como o diálogo com a orquestra.
Aud (Alaúde):Igual ao Quanoon.
Violino:É aí que deve-se prestar atenção. O violino pode tocar longas notas desenhadas ou rápidos sons semelhantes a tremidos. Quando o violino faz o “Legato”, longas notas desenhadas e fluidas sem paradas entre elas, você deve serguir o que ele está fazendo com seus movimentos. Desenhos de 8, com braços e fluidez. Se ele fizer sons tremidos (partes rítmicas velozes), você sabe o que deve ser feito.
Acordeon:Igual ao Violino, porém mais “de raiz” e Baladi.


A regra básica é simples E = E
O solista faz um som deste comprimento /// e você se move neste comprimento ///. Ele faz um som assim //////, e você se move assim //////. Se ele vai ~~~~~~~~, você segue com ~~~~~~~~. Ele faz XXXXXXXXXX. Você faz XXXXXXXXXX
O mesmo se aplica aos sons orquestrados, mas com movimentos mais amplos, e com maior uso do espaço. Se no meio do solo a música apresentar uma pergunta e reposta entre solista e orquestra, responda a orquestra com movimentos maiores, seja um deslocamento ou troca de lugar, de acordo com o som da orquestra, então volte para o que você estava fazendo com o solista.
Então, quando a orquestra toca um grande LAZMAH, você executa movimentos maiores e faz a coreografia de acordo, com atenção especial às paradas, trocas de ritmos e velocidade da parte musical.
Tudo isso não infringe a interpretação artística, ou estética, entretanto, eu sei que a menos que ela corresponda à música à sua maneira, aos meus olhos não será nem artística nem estética. Esta é MINHA OPINIÃO PESSOAL e sei que é a opinião do público árabe.
Ai ai ai, já sei que abri minha boca enorme agora, mas é porque sinto que você quer aprender, e isso não foi explicado antes.
Nem todo mundo sabe o que eu acabei de contar, nem mesmo alguns grandes nomes, como dançarinas e coreógrafos famosos, e mesmo professoras famosas que não mencionarei os nomes por razões óbvias.
Espero ter ajudado, minha intenção é que você aprenda, e ajudar a tornar você uma DANÇARINA COM MAIS CONHECIMENTO.
Por favor, não deixe minha caneta de sangue quente afetar sua visão no que se refere à profunda mensagem que estou tentando passar. É minha enorme ambição que nossa amada dança e arte, para a qual eu dediquei minha vida inteira, seja aplicada de modo a atingir os outros e fazê-la mais amada e respeitada por todos. Dançarinas egípcias e do oriente médio só irão progredir se aprenderem que isto é uma ciência, e estudarem como tal. Veja o que se faz com Ballet, Jazz, dança Kathak indiana, Flamenco, Dança Baris balinesa e outras danças da Indonésia. Elas são consideradas ciências e estudadas rigorosamente e são altamente respeitadas no mundo inteiro.
Por que nossa dança é considerada BAIXA pelas pessoas que a inventaram? É porque eles não a tratam como uma ciência, de outra forma todos se matariam por CERTIFICADOS que podem pendurar na parede de seus escritórios, que abrem toas as portas. No mundo árabe, bem como em outros lugares, se você não é Doutor aquilo ou Advogado isto, então você é NA-DA. Triste, mas verdade. Fico preocupado por causa disto...
O conhecimento comanda a responsabilidade e o controle... e o conhecimento está aqui para você, em uma bandeja de prata.
Hossam Ramzy.
Retirado do site: http://www.hossanramzy.com"

"FOI LÁ, FEZ TUDO, LEU O LIVRO, VIU O FILME E COMPROU A CAMISETA?" part 2

Bom dia queridos.
Ontem foi um dia muito corrido e não consegui tempo para postar a nota do dia.
Por isso aqui vai a continuação do texto perfeito do mestre Hossan Ramzy, postado no multiply http://adina1985.multiply.com/journal/item/3.
ESTUDEM MENINOS E MENINASSSSSSSSSSSSSSSS.
"Música Árabe
A música árabe é geralmente dividida em partes simples:
1. O Ritmo
E vamos encarar os fatos, a maioria das músicas egípcias para dança é feita em Maqsoum, Masmoudi, Fallahy, Saaidi ou Karatchy. Se for um pouco mais sofisticada, será usado o Samaai (10/8). (Todos estes ritmos estão disponíveis em meu CD RHYTHMS OF THE NILE EUCD 1427, onde eu explico os ritmos, como tocá-los e como eles devem soar).
Outra coisa boa é esta: com um ritmo você pode ter um milhão de músicas diferentes compostas, mas qualquer música pode ser feita com um ou dois ritmos para conseguir expressar a sensação desejada corretamente.
2. A Melodia principal
Esta é tocada pela orquestra completa ou por músicos individuais (solistas).
3. Os Arranjos da Orquestra
É a banda inteira tocando em uníssono entre o fraseado principal. Ou entre os versos do refrão. É o que chamamdos de “LAZMAH”, e pode estar entre as frases, entre os versos ou refrões, ou simplesmente entre pequenos solos que compôem o corpo da melodia principal e ficam entre os versos ou refrões.
TODA a música árabe é tocada em um formato de “Pergunta e Resposta”.
Isto significa que ou o solista faz a pergunta e a orquestra responde, ou o contrário, ou ainda dois instrumentos diferentes podem perguntar e responder um para o outro.
4. A Harmonia
Esta é outra parte musical que acompanha a música. Normalmente, em terças ou quintas de tonalidade, correndo com, sobre, ou sob, ou contra a melodia principal, mas não é a melodia principal.
Sei a cara exata que você está fazendo para mim agora, mas seja paciente, querida... Minha intenção é fazer com que você desfrute de sua dança... e não complicar as coisas para você.

DANÇANDO COM A MÚSICA E O RITMO
Agora, se você está dançando uma música, deve ao menos prestar um pouco de atenção a ela, e aprender um pouco a seu respeito.
Quero dizer, eu já ouvi tantas vezes dançarinas, por todo o mundo, dizendo que: “Os músicos não prestam atenção algima em mim quando eu estou dançando.”
Bem, querida, minha resposta é: Eles prestariam se você estivesse fazendo alguma coisa remotamente similar à música que eles estão tocando PARA VOCÊ. A maioria dos músicos árabes que vivem nos Estados Unidos, na Europa ou mesmo no Egito é de artistas altamente frustrados. Eles estão desesperados por unir criatividades. Eles adorariam tocar para uma dançarina que conseguisse TRADUZIR FISICAMENTE os sons que eles criam para seus movimentos. É como ver sua própria música tomando vida em 3D. Acho que este é o propósito da dança. É criar o efeito de 3D e fazer o som tornar-se visível. E vice-versa.
Eu sei... estou ficando muito impopular conforme continuo a falar, mas não iludirei você com histórias esotéricas e não prometerei a dança dos sete véus ou os sonhos do palácio do sultão apenas para ser popular, eu quero ver e formar DANÇARINAS CAPACITADAS, que conheçam seu assunto tão bem quanto qualquer top dançarina de flamenco ou dança indiana.
Basicamente como um músico acostumado a casas noturnas e concertos, que já trabalhou por mais anos que gostaria de admitir com as grandes e as não tão grandes, eu tive que aprender da forma mais difícil, e sei do que estou falando agora. E espero passar adiante qualquer conhecimento útil que eu possa ter para você, de modo que você e todas as outras possam beneficiar-se dele.
Agora, como eu dizia anteriormente, a música está dividida em seções, portanto... organize sua dança de acordo com estas seções. Há algumas regras simples que fiz para a dança:
* "NÃO FAÇA MAIS DO QUE A MÚSICA QUE VEM ATÉ VOCÊ ESTÁ PEDINDO. E COM CERTEZA, NÃO FAÇA MENOS".
* "A ARTE DA DANÇA ORIENTAL É OUVIR VISUALMENTE A MÚSICA"
Agora, se você está ouvindo a música cuidadosamente, verifique a introdução, então as passagens orquestradas, e quando tiver um som grandioso vindo de uma grande orquestra, digamos 10 a 20 músicos, por favor não fique parada em um ponto, em uma posição acanhada, fazendo movimentos pequenos e minimalistas. CRESÇA, explore seu palco, cumprimente a audiência, corra se necessário.
Então, como estou certo que acontecerá em uma música egípcia para dança, um solista tocará uma frase,... bem, de acordo com o tipo de instrumento que ele estiver tocando, faça seu movimento combinar com o som deste instrumento.
Retirado so site: http://www.hossanramzy.com"

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

"FOI LÁ, FEZ TUDO, LEU O LIVRO, VIU O FILME E COMPROU A CAMISETA?" parte 1

Bom dia queridos.

Muitos de vocês já conhecem o título da nota de hoje. Trata-se de um artigo maravilhoso escrito pelo mestre Hossan Ramzy.

O tema do artigo é a interpretação que a bailarina deve dar a musica.

Como o texto é perfeito eu referi reproduzi-lo aqui, em partes, como fez uma colega de dança em seu multiply (http://adina1985.multiply.com/journal/item/2).

Assim, ai vai a parte 1:

"Escrito por Hossan Ramzy

Caras Dançarinas:

Lá vai minha boca grande novamente. Acho que deveria agradecer a toda vocês por lerem tudo o que escrevi antes e por lerem este artigo também, pois estou sentindo que isto pode ser entendido em mais formas do que eu previ. Mas por favor, pensem que sou um cara bonzinho apesar de tudo. Eu posso ser... Prometo...

"FOI LÁ, FEZ TUDO, LEU O LIVRO, VIU O FILME E COMPROU A CAMISETA?"

Eu visitei quase todos os continentes do mundo, passei por todos os continentes durante os últimos anos. Quase todos os estados dos EUA, todos os países da Europa, todos os países da América do Sul, quase toda a Austrália e, claro, diversos países árabes e africanos. Fiquei fascinado pelo interesse e amor que as pessoas têm por nossa dança, cultura e música e pelo crescente número de dançarinas que vieram me recepcionar onde quer que eu fosse e foram muito hospitaleiras e cuidadosas, e me deram nada menos que milhares de novas irmãs por todo o mundo, as quais eu amo carinhosamente, respeito profundamente e dedico minha vida artística para fazer músicas para elas.

Também estou encantado pelo nível de envolvimento que estas adoráveis moças e suas famílias têm com a dança e cultura do Egito/Oriente Médio. Algumas delas têm dedicado completamente suas vidas à dança.

Espero e oro para que um dia o povo egípcio olhe para nossa magnífica forma de Arte com o mesmo respeito ou a mesma reverência, e na verdade, poucos de nós nativos do oriente médio dedicamos algum tempo para isso exceto em casamentos, festas de aniversário ou algum evento patrocinado pelo governo como nossa trupe nacional, que tem que fazer as coisas com um estilo artístico impessoal e conciliador, de modo a impressionar nossos líderes de estado e apresentar-se em dias de celebrações nacionais.

Portanto sinto urgência, do fundo do meu coração, em ajudar e informar todas aquelas pessoas preocupadas que encontrei nos caminhos de minhas viajens, workshops, e que me mandaram vídeos de suas danças ou de festas que fizeram para celebrar minha visita à cidade. Sinto que quero aconselhá-las corretamente sobre minha cultura e sobre a forma com que ela deve ser usada, e uma maneira fácil de fazer isso corretamente.

Mas antes de tudo, há uma coisa que eu quero PERGUNTAR a uma grande porcentagem das dançarinas que encontrei em minhas viagens:

QUANDO VOCÊ VAI COMEÇAR A DANÇAR COM A MÚSICA, POOOOOOOR FAVOR?

Muito poucas dançarinas que conheci estavam interessadas no “Último **NOVO** Passo do Cairo?”, ou no “Último ** NOVO** Tipo de Roupa”, ou em alguma outra dessas coisas que são apenas algo extra-extra para a dança.

Mesmo assim, eu realmente vi uma parcela mínima de pessoas interessadas em algo que é fundamental à dança. Tenho visto diversas dançarinas fazendo todo tipo de coisas estranhas usando roupas engraçadas e algumas em vestidos super caros que foram feitos por este ou aquele famoso costureiro do Cairo, e algumas ainda haviam ido ao Egito e fizeram suas roupas sob medida.

Mas eu MUITO RARAMENTE vi estas garotas “DANÇANDO COM A MÚSICA”.

Então claro que você deve querer me perguntar que diabos elas estavam fazendo ali.

Eu diria: não tenho a menor idéia.

Em minha opinião, dançar é como fazer a percussão, como tocar a flauta Nay, ou como tocar piano, ou tocar o Oud, Quanoon ou qualquer outro instrumento. O instrumento de quem dança é o corpo. A dançarina é um membro musical da Orquestra.

Em qualquer estilo e esfera musical, é sabido que o melhor tipo de músico é aquele que OUVE OS OUTROS MÚSICOS enquanto toca sua parte, encaixando-se perfeitamente no que está sendo tocado. Ele toca alegremente a mesma música que os outros e acentua quando deve, cresce com eles, e pára quando eles param.

Como tocador de Tabla, quando faço a percussão de uma música eu presto muita atenção a todas as frases musicais que estão sendo tocadas. Como membro de um grupo, devo conhecer definitivamente que ritmo é aquele e devo saber quando o ritmo muda, diminui, acelera, pára, acentua ou se modifica de qualquer jeito. Eu devo ouvir cada músico que toca comigo e ter certeza que estou tocando de acordo com o que ele ou ela está tocando, seja um solo ou parte de uma orquestra. Quando a orquestra inteira está fazendo rodeios sobre uma parte específica, tenho que colaborar e crescer com eles, e expressar esta parte, porém quando a música é tocada por apenas um solista, eu tenho que tocar bem baixinho, apenas o suficiente para fazer o acompanhamento, mantendo a contagem da música e o ritmo definido; eu também posso gentilmente decorar os pequenos acentos que ele estiver fazendo aqui e ali apenas para manter a coisa toda em um nível estético e artístico, e manter a comunicação fluente entre nós dois. Esta mesma atitude aplica-se a todos os instrumentos que apresentam-se na mesma parte da música. Ou a coisa toda descamba para uma bagunça sem precedentes.

Em meu contato com diversas grandes artistas do mundo que têm a dança como parte relevante de suas carreiras ou que estão relacionados à nossa amada dança, como a dançarina indiana de Kathak Nahid Siddiki do Paquistão ou a espanhola Maria Belén Fernandez de Madri, TODAS elas me explicaram quanto tempo gastam aprendendo sobre ritmos, contagem e cantando os sons dos ritmos, e aprendendo os significados dos movimentos do corpo e o que este movimento de cabeça significa, e o que o olhar indica, e quanto elas amam isso tudo e como é significativo aos olhos de quem observa e como elas nunca poderiam pisar em um palco sem este conhecimento, e se por milagre conseguissem, elas não seriam aceitas pelo público, uma vez que este público sabe o que quer.

“Por que algumas pessoas pensam que na dança egípcia e do Oriente Médio deveria ser diferente?”

Sim, eu sei... Se você mostrar sua perna o suficiente, muita gente ficará interessada no oriente médio, mas AQUI eu estou falando sobre ARTE, CULTURA e ESTÉTICA.

Tenho visto diversas dançarinas se apresentarem com as mais inusitadas coreografias para a música e dizerem, e eu cito aqui “Esta coreografia foi especialmente desenhada para mim por (#~@%$£

&^%@#~#x ) {O nome de algum professor famoso}".

Sinto muito por isso do fundo de meu coração, porque quero que VOCÊ compreenda a dança e DANCE REALMENTE bem.

Então se você quer saber como fazer isso e como organizar sua dança de acordo com a música, é assim que se faz. Este é um presente gratuito, e espero que você faça bom uso dele.

Eis o que eu penso:

Se você escolheu uma ou outra parte da música.

Agora, tente descobrir algo mais sobre ela. O que ela está dizendo (musicalmente e liricamente se possível), e quais seriam os gestos adequados à esta composição... é uma música alegre? É uma música triste? Ou seria uma música brava? Uma música melancólica? Que tipo de música é esta, é clássica, é folclórica, é um Baladi, é um Baladi improvisado, é um Saidi, e isso só para mencionar o campo de músicas egípcias...

Então descubra que ritmo é aquele. Quantas barras de cada ritmo a música tem.

Abasteça-se com um vocabulário básico de movimentos que podem se encaixar em cada um destes ritmos (dois ou três passos que possam ser encaixados em cada ritmo), e você deve fazer um ótimo trabalho. Uma de minhas dançarinas favoritas do Egito é Fifi Abdo. Garanto a você que ela faz apenas três ou quatro passos em todo seu repertório. Mas ela executa-os no lugar certo e no momento certo, com um adorável sorriso."

Retirado so site: http://http://www.hossamramzy.com

Amanhã tem mais.

Bjus mil

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

EVENTO "A DANÇA QUE A CIDADE DANÇA" EM CAMPO GRANDE MS

http://www.correiodoestado.com.br/noticias/capital-recebe-a-danca-que-a-cidade-danca_120658/#.TkJ9AiRl66I.facebook

Conclusão da Coreografia de Dança do Ventre

Bom dia queridos.
Já escrevi sobre a introdução e desenvolvimento da coreografia de dança do ventre e agora vou discorrer sobre a conclusão.
No mesmo sentido do que já foi escrito, temos que pensar que a conclusão encerra a coreografia e deve ter o impacto correspondente a isso.
Assim o ideal é que se utilize parte do repertório de dança, mas com uma ênfase maior em movimentos de impacto.
Deve-se lembrar ainda que a música geralmente tem uma aceleração antes do "gran finale".
Tal aceleração deve ser respeitada com movimentos que a traduzam, como por exemplo giros rápidos.
Deslocamentos variados também são bem vindos, lembrando que preferencialmente tais deslocamentos devem ser diferentes dos usados na introdução.
Repetição de deslocamentos na dança a torna cansativa.
A conclusão é a despedida a bailarina, por isso a expressão no final é importantíssima.
Muitas bailarinas começam a coreografia fazendo um leve cumprimento ao público ou terminam fazendo uma reverencia.
Dependendo de como isso for executado, com postura e elegância, fica muito bonito e dá o tom da emoção da coreografia.
Por hoje é isso.
Beijos a todos

terça-feira, 9 de agosto de 2011

SAMIA GHADIE... LINDA




O Ego na Dança do Ventre

Bom dia meus queridos.
Talvez por trabalhar com uma dança tão bela, sensual e cheia de nuances a vaidade impera entre as bailarinas.
Existe aquela bailarina que se acha melhor que todas as bailarinas do mundo e não precisa mais estudar.
Também existem aquelas que não desejam que ninguém mais cresça, achando que apenas ela pode crescer e se desenvolver na dança.
E ainda a que morre de inveja das outras, desejando na verdade ser igual a elas.
Sem mencionar outros vários tipos de bailarinas com a vaidade ferida ou ego "inflado" por si mesma, que no final será a única prejudicada com suas atitudes.
Por favor meninas, vamos nos olhar com mais sinceridade no espelho.
Porque ninguém é tão bom que não precise estudar mais. Afinal se até a mestra Lulu Sabongi continua estudando, quem somos nós para achar que não precisamos mais de estudo?
Temos que lembrar também que "o sol nasceu para todas".
O correto não é você boicotar o crescimento de uma bailarina e sim felicitar e até cooperar com o desenvolvimento dela.
Na pior das hipóteses, se a animosidade é muito grande, ao menos não interfira.
Se preocupe com o seu crescimento. Se ela tiver suas vitórias, que bom. Mesmo que não seja uma pessoa que você goste ela também merece ter oportunidades, assim como você.
Não é fácil ter esse pensamento, mas é necessário para o seu próprio desenvolvimento e até para sua saúde.
Desejar que os outros não vençam na vida faz mal apenas para quem deseja.
O mesmo acontece com quem tem inveja das outras bailarinas. Aquela inveja ruim, que destrói também apenas quem sente.
Em vez de desejar ser a outra, deseje ser você mesma, brilhando no palco do seu jeito.
Ninguém é igual a ninguém e você nunca será a bailarina que você inveja tanto. Mas se você estudar poderá ser tão boa bailarina ou até melhor que ela.
Então porque ter inveja?
Para a bailarina que se acha invejada pelas outras, achando que isso pode lhe fazer mal, lhe digo: Enfrente de cabeça erguida porque a única prejudicada não será você. Seja forte e enfrente.
Na vida sempre vamos nos deparar com desafios como esses, e de maneira alguma podemos nos deixar levar.
Bjs mil.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

LINDA SAMIA GHADIE DO BALLET DOM BOSCO DANÇA DO VENTRE * COREÓGRAFA HANA AYSHA








Quando começar a dar aulas?

Bom dia meus queridos.

Acho que não existe necessariamente um tempo certo para que a bailarina tenha condições de ser uma professora.

Isso porque dar ou não aulas é mais uma questão de dom e capacitação para ministrá-las do que tempo de dança.

Lógico que uma bailarina que já tem um tempo maior dançando, se apresentando e etc., tem mais experiencia para passar para suas alunas.

Mas ministrar aulas é um dom.

Tanto quanto dançar, dar aulas é se despir do ego, parar de olhar tanto para si mesma, e olhar para suas crias.

Crias sim, porque o que elas fizerem em aula e no palco é responsabilidade e criação sua.

Se sua aluna criança começa a ter desenvolvimento precoce, pode ser responsabilidade sua.

Se sua aluna se machuca, pode ser responsabilidade sua.

Se a dança dela não tem acabamento e limpeza, mesmo ela tendo muitos anos de dança, a responsabilidade é sua.

E isso independe de ela desejar ser profissional ou não.

Por isso tudo e muito mais, dar aula é uma questão de amor, responsabilidade e coerência com você mesma que deseja enveredar por esses caminhos.

Mais que ser uma bailarina com experiencia dançando em palcos, vc tem que estudar anatomia, métodos de ensino, composição coreográfica e aguçar o faro e a atenção aos mínimos detalhes do que a sua aluna faz em aula.

Você tem que deixar de se olhar no espelho para que suas alunas se olhem.

Você tem que olhar para sua aluna não apenas por fora, mas dentro dos olhos dela.

Perceber o estado de espírito dela, para poder incentivar na medida certa e da forma mais correta.

Você tem que ser um pouco mãe, que se preocupa e chama atenção as vezes até com rispidez.

Você tem que ser aquela que"Puxa a orelha" porque ama o que faz, ama suas crias e deseja o melhor para elas.

Eu me considero mais professora que bailarina as vezes.

Sou chatééééérrima e exigente, mas porque amo o que eu faço e amo minhas filhas do coração. Todas elas.

Por isso meninas, se vocês querem começar a dar aulas, ou já começaram, pensem em tudo isso.

Bjus amores.

O desenvolvimento da coreografia

Bom dia meus queridos.

Quando escrevi sobre a introdução na coreografia de dança do ventre, mencionei a máxima "menos é mais".

No caso do desenvolvimento, tal regra permanece.

Comparando novamente a dança com a escrita, no desenvolvimento de um texto nós trabalhamos efetivamente o tema proposto. No desenvolvimento da coreografia a bailarina utiliza todo o seu repertório de movimentos de forma a demonstrar de forma efetiva a dança a que se propôs dançar.

Nessa "utilização de todo o seu repertório de movimentos" a bailarina deve entender que a dança não pode ser desesperada. Ou seja, ela tem que usar os movimentos com calma e consciência de suas próprias limitações.

Não deve tentar colocar vários movimentos em seqüência, se ainda não tem domínio deles. Lembrem-se "menos é mais".

Executar um número menor de movimentos limpos é melhor que vários movimentos juntos sem definição.

A respiração na dança também é de extrema importância, seja na introdução, desenvolvimento ou conclusão.

Deixar de respirar ou respirar incorretamente, dançanco ofegante, faz mal para a bailarina e deixa a dança cansativa para o público que assiste.

No desenvolvimento principalmente a bailarina deve respeitar os humores representados na dança, com a expressão correta para cada momento.

E ainda, deve lembrar que cada instrumento da melodia pede um movimento corporal diferente.

Algumas de vocês me diriam agora: "Mas Ana, é muita coisa. Não voi conseguir!"

E eu responderia: "Autoconfiança é tudo. Estude e trabalhe que você conseguirá."

É isso por hoje amores.

Bjs

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Composição coreográfica para solos: Entradas em cena na dança do ventre

Bom dia meus queridos.

Vou começar a falar um pouco sobre o tema de composição coreográfica.

No caso das entradas em cena, algo que deve ficar como regra em nossa mente é uma máxima que um dia me foi dito pelo mestre Anthar Lacerda : "menos é mais".

Ou seja, a entrada em cena é a introdução da sua coreografia.

É onde você apenas vai "dizer" para o público: "oi gente, vim aqui apresentar dança do ventre para vocês viu".

Assim, o seu repertório mais denso, forte e vasto deve ser apresentado com prioridade no desenvolvimento e não na introdução.

Isso significa não entrar tentando fazer todos os movimentos de dança que você conhece e sim com calma, controle, leveza, mesmo sendo um solo de derback por exemplo.

Por isso lembremos sempre que a introdução na dança e como a introdução de um texto que escrevemos.

É apenas um breve resumo do que iremos abordar.

Certo amores?

Bjus mil e até amanhã.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Ballet na Dança do Ventre

Bom dia meus queridos. Existe muita discussão hoje sobre o uso do ballet na Dança do Ventre. Realmente, analisando algumas bailarinas, encontramos um pouco de exagero na utilização dos passos de ballet, jazz e etc em suas coreografias com musica clássica ...árabe e afins, perdendo um pouca da essência da dança. Mas, como em tudo na vida, vemos também que é uma simples questão de bom senso. Porque não podemos negar que o estudo de alguns princípios do ballet é atualmente imprescindível para as bailarinas e para os professores de dança do ventre. As posturas iniciais do ballet, trabalhos de braço, alongamentos, conceitos para boa execução de giros e deslocamentos, conceitos para composição coreográfica, tudo isso é importantíssimo se vc quer ser um bom profissional de dança do ventre hoje. Sem contar as inúmeras fusões que podemos fazer, respeitando o conceito de cada dança que vc utiliza. Assim, vamos com calma com essa discussão que prega a não utilização do ballet na dança do ventre. Afinal, se até a Samia Gamal e principalmente Mahmoud Reda e sua troupe usou o ballet com bom senso, porque nós não podemos fazer o mesmo. Assim, utilizemos o ballet sim, mas proporcionalmente e sem perder a essência da nossa dança do ventre tão linda. Vamos somar ok... Bjs galera e até mais... Ver mais

Autoconfiança é tudo

Queridos: Dançar bem exige técnica e emoção. Tudo isso depende muito do tempo de dança da bailarina, idade e estado de espírito também. A bailarina que confia em si mesma tende a acertar. A que não confia, tende a errar mais. Por isso meninas, aqui vai a ...dica: confiem em si mesmas. De nada adianta sua professora confiar em vc se vc não confia. De nada adianta sua professora ter certeza de que tudo sairá bem se vc não confiar em vc tendo a certeza da sua capacidade e de que vc se sairá bem. Autoconfiança é tudo. E lógico, confie na sua professora. Se vc não confia, procure outra. Se confia, tenha certeza de que ela jamais te chamaria para uma coreografia se não tivesse a certeza da sua capacidade. Bjs mil. Ver mais

Muito Obrigado

Muito obrigado a todos vcs que reconhecem meu trabalho.
Foram anos de muito esforço e dedicação tanto meus quanto das minhas alunas.
Principalmente da Kelly Cristina e da Tainah Rojas que começaram comigo e continuam comigo até hoje. Obrigado também a vcs... filhas, pela dedicação e paciencia comigo e com vcs mesmas.
A partir de hoje, sempre que puder, deixarei algumas dicas para vcs, meninos e meninas estudiosos da dança. Sei que alguns dirão: mas quem é essa que se acha no direito de dar dicas e emitir opiniões sobre dança? tá se achando... kkk
A vcs respondo: tenho alguns poucos 10 anos de dança (qd digo poucos é pq considero poucos mesmo), alunas/bailarinas premiadas em festivais, estudo bastante, observo bastante e posso dizer que tenho muita informação para dar e também muita para receber de todos vcs. Mas não tenho pretensão de ser a dona da verdade ok.
A idéia é sempre trocar e somar informações. Espero poder contribuir com o crescimento de todos vcs. E quero crescer com vcs. Bjs mil...

domingo, 24 de julho de 2011

segunda-feira, 18 de julho de 2011

TEXTO DO BLOG DA AMAR... MUITO BOM...

http://www.amarelbinnaz.com.br/2011/07/qual-diferenca-entre-inspiracao-e-copia.html

* Hanna Aisha *: Trecho Folclórico na clássica

* Hanna Aisha *: Trecho Folclórico na clássica: "Então, a rotina clássica oriental sempre será tópico de qualquer blog e deve ser tópico de estudo para qualquer bailarina que queira sempre ..."

ANIVERSÁRIO DE 15 ANOS DA BAILARINA TAINAH ROJAS




TAINAH ROJAS (GRUPO HANA AYSHA) DANÇANDO EM SUA FESTA DE ANIVERSÁRIO


























ANIVERSÁRIO DE 15 ANOS DA BAILARINA TAINAH ROJAS

KELLY CRISTINA (GRUPO HANA AYSHA)





























ANIVERSÁRIO DE 15 ANOS DA BAILARINA TAINAH ROJAS

MORGANA (ESTUDIO ISA YASMIN)












ANIVERSÁRIO DE 15 ANOS DA BAILARINA TAINAH ROJAS

FABI (ESTUDIO ISA YASMIN)











ANIVERSÁRIO DE 15 ANOS DA BAILARINA TAINAH ROJAS

ISA E RO (ESTUDIO ISA YASMIN)
















ANIVERSÁRIO DE 15 ANOS DA BAILARINA TAINAH ROJAS

BAILARINAS DO GRUPO DA ISA YASMIN: FABI, MORGANA, ISA E RO...

quarta-feira, 29 de junho de 2011

SOLO DA MARCIA YASMINE NO ESPETÁCULO ENCONTRO DE ESTILOS

DUO DA AYSHA COM O MARCIO MANSUR NO ESPETÁCULO ENCONTRO DE ESTILOS

DUO DA NAJWA COM O ALI NO ESPETÁCULO ENCONTRO DE ESTILOS

DUO DA MAHAILA COM O TARIK NO ESPETÁCULO ENCONTRO DE ESTILOS

Por que eu danço?

SOLO DA BAILARINA AYSHA ALMEÉ NO ESPETÁCULO ENCONTRO DE ESTILOS

SOLO DO ALI KHALIH NO ESPETÁCULO ENCONTRO DE ESTILOS

SOLO DO TARIK NO ESPETÁCULO ENCONTRO DE ESTILOS

SOLO DA ISA YASMIN NO ESPETACULO ENCONTRO DE ESTILOS

SOLO DA MAHAILA EL HELWA NO ESPETÁCULO ENCONTRO DE ESTILOS

terça-feira, 28 de junho de 2011

ESPETÁCULO UNIKA

O ESPETÁCULO UNIKA DANÇA UFMS & CONVIDADOS 2011,que acontecerá dia 30/6 as 20:00hs no Teatro Glauce Rocha comunica que os ingressos estarão sendo vendidos na bilheteria do Teatro Glauce Rocha R$15,00 e R$ 7,50 com apresentação da cateirinha de estudante.

MAIS FOTOS DO ESPETÁCULO ENCONTRO DE ESTILOS

CONFIRAM PESSOAL: https://www.facebook.com/media/set/?set=a.1869923187015.2098977.1209153681&l=191b1d5aa2

terça-feira, 14 de junho de 2011

sábado, 4 de junho de 2011

Dança do Ventre Brasil - Opinião, cultura, fotos, traduções de músicas árabes e muito mais: Dança do Ventre no Egito: Vantagens e Desvantagens...

Dança do Ventre Brasil - Opinião, cultura, fotos, traduções de músicas árabes e muito mais: Dança do Ventre no Egito: Vantagens e Desvantagens...: "Muito bem, pessoas, esse post não é para falar as verdades absolutas da vida no Egito , mas pra divulgar algumas informações que recebi de d..."

Dança do Ventre Brasil - Opinião, cultura, fotos, traduções de músicas árabes e muito mais: Algumas dicas para melhorar sua apresentação

Dança do Ventre Brasil - Opinião, cultura, fotos, traduções de músicas árabes e muito mais: Algumas dicas para melhorar sua apresentação: "Originalmente publicado em Zara's Zouk Você pode melhorar bastante sua dança com pequenos cuidados que às vezes passam despercebidos, como..."

Dança do Ventre Brasil - Opinião, cultura, fotos, traduções de músicas árabes e muito mais: 10 dicas para quem está aprendendo a dançar

Dança do Ventre Brasil - Opinião, cultura, fotos, traduções de músicas árabes e muito mais: 10 dicas para quem está aprendendo a dançar: "Algumas dicas para fazer seu aprendizado mais divertido e ajudá-la a tirar mais de cada aula. Originalmente publicado em ShemiranIbrahim.co..."

Dança do Ventre Brasil - Opinião, cultura, fotos, traduções de músicas árabes e muito mais: Dicas para se tornar uma boa professora de dança d...

Dança do Ventre Brasil - Opinião, cultura, fotos, traduções de músicas árabes e muito mais: Dicas para se tornar uma boa professora de dança d...: "Muitas dançarinas ao cruzarem a fronteira entre a mera curiosidade e o domínio da técnica básica na dança do ventre almejam se tornar profe..."

Dança do Ventre Brasil - Opinião, cultura, fotos, traduções de músicas árabes e muito mais: Como evitar a Lei de Murphy na Dança do Ventre - R...

Dança do Ventre Brasil - Opinião, cultura, fotos, traduções de músicas árabes e muito mais: Como evitar a Lei de Murphy na Dança do Ventre - R...: "Sim, Murphy as vezes pode ser mais do que engraçado . E vai dizer que uma apresentação de dança do ventre não é um prato cheio para todos o..."

Dança do Ventre Brasil - Opinião, cultura, fotos, traduções de músicas árabes e muito mais: Como ser uma dançarina do ventre famosa!

Dança do Ventre Brasil - Opinião, cultura, fotos, traduções de músicas árabes e muito mais: Como ser uma dançarina do ventre famosa!: "Queridas seguidoras do blog, nas minhas andanças pelo google, encontrei um artigo da dançarina norte-americana Amaya, que fala sobre as pr..."

Dança do Ventre Brasil - Opinião, cultura, fotos, traduções de músicas árabes e muito mais: Dança do Ventre em Restaurantes: Divulgação ou Dep...

Dança do Ventre Brasil - Opinião, cultura, fotos, traduções de músicas árabes e muito mais: Dança do Ventre em Restaurantes: Divulgação ou Dep...: "Tenho visto muitos vídeos no youtube com dançarinas se apresentando em casas de chá, eventos não exclusivos da dança do ventre , restaurant..."

Dança do Ventre Brasil - Opinião, cultura, fotos, traduções de músicas árabes e muito mais: Tabu: Dança do ventre é considerada vulgar?

Dança do Ventre Brasil - Opinião, cultura, fotos, traduções de músicas árabes e muito mais: Tabu: Dança do ventre é considerada vulgar?: "Que dançarina já não passou pela situação desagradável ao ser perguntada de forma maliciosa a respeito de sua dança, dos movimentos, da sua..."

Dança do Ventre Brasil - Opinião, cultura, fotos, traduções de músicas árabes e muito mais: Boas dançarinas ou dançarinas boas?

Dança do Ventre Brasil - Opinião, cultura, fotos, traduções de músicas árabes e muito mais: Boas dançarinas ou dançarinas boas?: "Uma das coisas que mais me decepcionam na dança do ventre é a hipocrisia do corpo perfeito. Cara, eu entendo meeesmo, que no palco , num re..."

TEXTO PERFEITO DA RHAZI

LEIAM MENINAS...

AMEI ESSE POST DO BLOG DA RHAZI...

http://blogdarhazi.blogspot.com/2011/04/educacao-e-bom-e-todo-mundo-gosta.html

BJBJBJBJ

quinta-feira, 2 de junho de 2011

DIA 19 DE JUNHO * JORNADA DE DANÇA DO VENTRE EM C GRANDE

TEMA DA AULA DA JORNADA DO DIA 19 DE JUNHO: TÉCNICAS DE QUADRIL PARA CLÁSSICAS, SEQUÊNCIAS DIFERENCIADAS COM INSPIRAÇÃO EGIPCIA E REVISÃO... E AS TAREFAS NEH FLORES... QUEM NÃO FEZ AS OUTRAS AULAS PODE FAZER A AULA DO DIA 19 OK... BJBJBJBJ

terça-feira, 17 de maio de 2011

TEMA DA AULA DA JORNADA DE DOMINGOOOO DIA 22/05

TEMA DA JORNADA DESTE DOMINGO: MOVIMENTOS DE IMPACTO; DESLOCAMENTOS PARA O DESENVOLVIMENTO DA MUSICA CLASSICA; REVISÃO E APRESENTAÇÃO DAS TAREFAS DAS MENINAS QUE FIZERAM AS 2 PRIMEIRAS AULAS... ESPERO VCS FLORES...

MUITO INTERESSANTE ESSE TEXTO

DA NANDA SALIMA...
http://nandasalima.blogspot.com/2011/05/fronteira-entre-o-comercio-e-arte.html?spref=bl

AMEI...

BJUS

segunda-feira, 16 de maio de 2011

CONTINUAÇÃO DO TEXTO SOBRE DANÇA DO VENTRE

CONTINUAÇÃO DO TEXTO RETIDADO DO SITE WIKIPEDIA SOBRE DANÇA DO VENTRE

A Dança do Ventre, por não ter sido, em origem, uma dança moldada para o palco, não apresenta regulações quanto ao aprendizado. Os critérios de profissionalismo são subjetivos, tanto no ocidente quanto nos países árabes, embora já comecem a ser discutidos no Brasil.
Na passagem para o formato de palco, determinados elementos cênicos foram incorporados, principalmente no Ocidente:
• Espada: A origem é nebulosa e não necessariamente atribuída á cultura egípcia ou árabe, sendo explicada por várias lendas e suposições.
o O que é certo, porém, é que a bailarina que deseja dançar com a espada, precisa demonstrar calma e confiança ao equilibra-la em diversas partes do corpo;
o Pontos de equilíbrio mais comuns: cabeça, queixo, ombro, quadril e coxa;
o Também é considerado um sinal de técnica executar movimentos de solo durante a música;
• Punhal: Variação da dança com a espada, também sem registro de uso nos países árabes.
o O desafio para a bailarina nesta dança não é a demonstração de técnica, mas sim a de sentimentos;
• Véus: Ao contrário do que se pensa, é uma dança de origem ocidental norte-americana, tendo sido, portanto, criada há pouco tempo, ao contrário das danças folclóricas.
o Hoje é uma dança extremamente popular, e mesmo os leigos na Dança do Ventre costumam entende-la e apreciá-la.
Danças folclóricas
• Candelabro (shamadan): Elemento original egípcio, o candelabro era utilizado no cortejo de casamento, para iluminar a passagem dos noivos e dos convidados. Dança-se, atualmente, como uma representação deste rito social, utilizando o ritmo zaffa.
• Taças: Variação ocidental da dança com candelabro.
• Khaligi: Dança genérica dos países do golfo pérsico. É caracterizada pelo uso de uma bata longa e fluida e por intenso uso dos cabelos. Caracteriza-se por uma atmosfera de união familiar, ou simplesmente fraterna entre as mulheres presentes. Dança-se com ritmos do golfo, principalmente o soudi.
• Jarro: Representa o trajeto das mulheres em busca da água. Marcada também pelo equilíbrio.
• Säidi: Dança do sul do Egito, podendo ser dançada com o bastão (no ocidente, bengala).
• Hagallah: Originária de Marsa Matruh, na fronteira com o deserto líbio.
• Meleah laff: representação do cotidiano portuário egípcio de Alexandria. As mulheres trajam um pano (meleah) enrolado (laff) no corpo.
As danças folclóricas normalmente retratam os costumes ou rituais de certa região de e por isso são utilizadas roupas diferentes das de dança do ventre clássica.
• A dança com a cobra é considerada ato circense - a cobra era considerada sagrada no Antigo Egito e por isso algumas bailarinas fazem alusão nas performances - mas não é considerada representativa da dança.
Referências
1. ↑ 1,0 1,1 DOURADO, Henrique Autran, Editora 34, Dicionário de termos e expressões da música, 2004.
2. ↑ SAPIRAS, Ramiro, O peregrino, 2008.
3. ↑ DesertMoonDance. Origins of Belly Dance. Página visitada em 17/05/2009.
4. ↑ Components of the dance » Theatrical elements » Music - Encyclopaedia Britannica
5. ↑ 5,0 5,1 Conexão Dança. O que é Dança do Ventre. Página visitada em 17/05/2009.
6. ↑ Portais da Moda. ESTIMULE SEU CORPO COM A DANÇA DO VENTRE. Página visitada em 17/05/2009.
7. ↑ VIEIRA, Osvaldo Arthur Menezes, AGE, Simões Lopes Neto: uma salomé no pampa, 2008.
8. ↑ TRAVASSOS, Patrícia, Senac, Alternativa de A a Z.
9. ↑ O resgate do feminino através da Dança do Ventre: uma forma de ser e estar no mundo
10. ↑ Dance e recrie o mundo, Lucy Penna
11. ↑ Mundo estranho. Qual é a origem da dança do ventre?. Página visitada em 17/05/2009.
Referências bibliográficas
• ATON, Merit. Dança do Ventre – Dança do Coração. São Paulo: Tempos, 1996.
• BUONAVENTURA, Wendy. Serpent of Nile: Women and Dance in the Arab World. London. Saqi Books 1989.
• BURKERT, Walter. Antigos Cultos de Mistério. São Paulo: Palas Athena; 1995.
• MONTET, Pierre. O Egito no Templo de Ramsés. São Paulo: Companhia das Letras, 1989.
• PENNA, Lucy. Dance e Recrie o Mundo. São Paulo: Ed. Summus, 1997.
• PORTINARI, Maribel. História da Dança. Rio de Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1989.
• WOSIEN, Marie Gabrielle. Danças Sagradas. Madri: Edições Del Prado, 1997.
Bibliografia eletrônica
• CENCI, Cláudia. História da Dança do Ventre. In: Dança do Ventre [monografia de CD ROM].

quarta-feira, 11 de maio de 2011

SARAU DA ISA YASMIN E JORNADA DE DV

SARAU DA ISA YASMIN DIA 21/05 EM CAMPO GRANDE/MS * 3.ª AULA DA JORNADA DE DANÇA DO VENTRE SERÁ DIA 22/05 MENINAS, INSCRIÇÕES COMIGO OU NO BALLET AUXILIADORA

segunda-feira, 9 de maio de 2011

EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA DANÇA DO VENTRE

Continuação do texto retirado do WIKIPEDIA:

Evolução histórica: aspectos gerais
Tendo sido influenciada por diversos grupos étnicos do Oriente, a dança absorveu os regionalismos locais, que lhe atribuíam interpretações com significados regionais. Surgiam desta forma, elementos etnográficos bastante característicos, como nomes diferenciados, geralmente associados à região geográfica em que se encontrava; trajes e acessórios adaptados; regras sobre celebrações e casamentos; elementos musicais criados especialmente para a nova forma; movimentos básicos que modificaram a postura corporal e variações da dança. Nasce então, a Dança Folclórica Árabe.
A dança começou a adquirir o formato atual, a partir de maio de 1798, com a invasão de Napoleão Bonaparte ao Egito, quando recebeu a alcunha Danse du Ventre pelos orientalistas que acompanhavam Napoleão. Porém, durante a ocupação francesa no Cairo, muitas dançarinas fogem para o Ocidente, pois a dança era considerada indecente, o que leva à conclusão de que conforme as manifestações políticas e religiosas de cada época, era reprimida ou cultuada: o Islamismo, o Cristianismo e conquistadores como Napoleão Bonaparte reprimiram a expressão artística da dança por ser considerada provocante e impura.
Neste período, os franceses encontraram duas castas de dançarinas:
• As Awalim (plural de Almeh), consideradas cultas demais para a época, poetizas, instrumentistas, compositoras e cantoras, cortesãs (prostitutas) de luxo da elite dominante, e que fugiram do Cairo assim que os estrangeiros chegaram;
• As Ghawazee (plural de Ghazeya), dançarinas populares, ciganas de origem indiana descendentes dos Sinti, que passavam o tempo entretendo os soldados.
As Ghawazee descobriram nos estrangeiros, clientes em potencial e foram proibidas de se aproximarem das barracas do exército. No entando, a maioria não respeitava as novas normas estabelecidas, e como conseqüência, quatrocentas Ghawazee foram decapitadas e as cabeças foram lançadas ao Nilo.
Originalmente a dança possuía um aspecto religioso nos cultos à deusa mãe, não se sabe ao certo como foi a ligação com a idéia da prostituição, mas acredita-se que tudo tenha começado no período de transição do matriarcado para o patriarcado, quando as danças femininas passam a ser vistas como ameaça ao novo domínio político.
A história dá um salto, e em 1834, o governador Mohamed Ali, proíbe as performances femininas no Cairo, por pressões religiosas. Em 1866, a proibição é suspensa e as Ghawazee retornam ao Cairo, pagando taxas ao governo pelas performances.
No início da ocupação britânica em 1882, clubes noturnos com teatros, restaurantes e music halls, já ofereciam os mais diversos tipos de entretenimento.
O cinema egípcio começa a ser rodado em 1920, e usa o cenário dos night clubs, como o de Badia Massabni, com cenas da música e da dança regional. Hollywood passa a exercer grande influência na fantasia ocidental sobre o Oriente, modificando os costumes das dançarinas árabes. Surgem bailarinas consagradas, nomes como Nadia Gamal e Taheya Karioca, entre muitas outras ainda hoje estudadas pelas praticantes da Dança Oriental. O aspecto cultural da prostituição relacionada à dança passa a ser diminuido: criam-se bailarinas para serem estrelas, com estudos sobre dança, ritmos árabes e teatralidade.
No Brasil a dança foi difundida pela mestra síria Shahrazad e mestra Saamira Samia.
Na década de 1990, a dança do ventre teve o maior impulso durante a exibição da novela O Clone, pela Rede Globo de Televisão, produção a qual tinha por tema as peripécias de uma muçulmana marroquina em terras brasileiras. Contudo, o término da exibição da telenovela não arrefeceu o interesse, existindo atualmente diversas escolas e espaços de dança dedicados à "Raks Sharqi".

SARAU DA ISA YASMIN



ESPERO TODOS VCS LAHHHH